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domingo, 28 de fevereiro de 2021

Concertos a preços populares durante todo o mês de março no Rio

Em continuidade às comemorações pelos 250 anos de nascimento do compositor alemão Ludwig van Beethoven, completados em 2020, a Orquestra Rio Sinfônica apresenta, em todos os sábados do próximo mês de março, às 19h, o Beethoven Fest. Trata-se de uma série de concertos a preços populares, que será realizada na Grande Sala da Cidade das Artes, com patrocínio do Ministério do Turismo e da empresa Innospec. Os ingressos têm valores de R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada) e podem ser adquiridos na bilheteria da Cidade das Artes de terça a domingo, das 10h às 18h, ou pelo site.

O idealizador do evento é o pianista Nivaldo Tavares, que está à frente da recém-criada Orquestra Rio Sinfônica. O objetivo, segundo ele, é proporcionar um mergulho na obra do mestre alemão, (re)apresentando suas obras mais populares ao público em concertos dinâmicos. Devido ao período de isolamento social, a capacidade da sala, originalmente de 1.234 lugares, receberá 617 espectadores (50% da lotação).

Solista dos dois primeiros concertos do Beethoven Fest, Nivaldo Tavares lembrou que “Beethoven revolucionou a música e deixou um legado que até hoje influencia compositores dos mais diversos estilos. Sua obra transcende o clássico e alcança pessoas que talvez nunca cheguem a saber quem ele foi”, afirmou. O pianista destacou que a música de Beethoven é ouvida no dia a dia das pessoas, como Für Elise, por exemplo, nas esperas de telemarketing e caminhões de gás. “Já a introdução da Sinfonia Nº 5 remete a filmes de suspense, enquanto Ode à Alegria, a momentos vitoriosos nos esportes. No cinema, suas músicas estão em trilhas sonoras, como Laranja Mecânica e Duro de Matar”, citou.

No concerto de abertura, em 6 de março, a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro se apresenta com solo de Nivaldo Tavares ao piano, sob a regência de Mario Barcelos. No programa, estão o Concerto para Piano No. 1, Op. 15 e a Sinfonia No. 1, em Dó Maior, Op. 21.

No sábado seguinte (13), sob a regência do português Osvaldo Ferreira, diretor da Filarmônica de Lisboa, a Orquestra Rio Sinfônica e o solista Nivaldo Tavares executam o Concerto para Piano No. 5, Op. 73, Imperador, e a Sinfonia No. 6, em Fá Maior, Op. 68, Pastoral.

No dia 20, a Rio Sinfônica recebe o pianista Eduardo Monteiro, com regência de Tobias Volkmann. Fazem parte do programa o Concerto para Piano No. 3, Op. 37 e a Sinfonia No.7, em Lá Maior, Op. 92.

A programação será encerrada em 27 de março, quando subirão ao palco, junto com a Rio Sinfônica, a pianista argentina Karin Lechner; a violinista paulistana Ana de Oliveira, spalla da Orquestra Sinfônica Nacional da Universidade Federal Fluminene (UFF); e o violoncelista gaúcho Hugo Pilger, 'spalla' do naipe na Orquestra Petrobras Sinfônica. A regência será de Mario Barcelos. No programa, o Concerto Tríplice, em Dó Maior, Op. 56 e a Sinfonia No.5, em Dó Menor, Op. 67.

Formada por importantes músicos do cenário nacional, a Orquestra Rio Sinfônica foi criada em 2020 com o objetivo de ampliar a plateia de música clássica, apresentando concertos mais curtos, com repertório familiar ao grande público e abrangendo programação clássica e contemporânea.

Nivaldo Tavares disse que a ideia é “quebrar esse tabu de que a música clássica é algo elitista e inacessível. Ir a um concerto pode ser tão simples quanto ir ao sambódromo e, na maioria dos casos, até mais em conta”, defendeu. Tavares revelou que escolheu Beethoven para começar a série devido à popularidade do compositor alemão.

A orquestra fez sua estreia em fevereiro de 2020, na Cidade das Artes, na primeira edição do Beethoven Fest, pouco antes do começo da pandemia do novo coronavírus. As apresentações e ensaios tiveram que ser suspensos e retomaram no final do ano passado, respeitando as medidas de distanciamento social.

Ludwig van Beethoven nasceu em 17 de dezembro de 1770, na cidade de Bonn, Alemanha. Filho de um tenor da corte, Beethoven começou cedo sua relação com a música, através do pai, que o submetia a horas de estudo no piano. Começou a se apresentar aos sete anos. Aos dez anos, já dominava a obra completa de Bach.

Com 21 anos, Beethoven se mudou para Viena, na Áustria, cidade onde se tornou um respeitado compositor. Aos 26 anos, manifestaram-se os primeiros sintomas da surdez que o acompanhou por toda a vida. Entretanto, o problema de saúde não o impediu de criar suas mais famosas obras. Aos 44 anos, Beethoven ficou completamente surdo, passando a se comunicar por meio de pequenos cadernos. Mas foi incapaz de abandonar a música. Apesar da redução na quantidade de suas composições, aumentou a qualidade da produção. Foi nesse período que compôs três de suas obras mais famosas: o Quarteto para Cordas (Opus 131), a 9ª Sinfonia e a Missa Solene.

Beethoven morreu em 26 de março de 1827, de causa não identificada.

Fonte: Noticias ao Minuto

Mulheres mais velhas aderem ao movimento Ageless

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Depois de se mudar de São Paulo para São Pedro, no interior paulista, a advogada Denise Andrade Gomes, 63, decidiu criar uma página no Facebook para conhecer e interagir com outras pessoas. Ela também passou a fazer vídeos no YouTube com dicas sobre um tema que adora: maquiagem.


Alguns comentários, porém, a chocaram. Eram de seguidoras que a indagavam se mulheres na faixa dos 60 anos podiam se maquiar. "Eu falei: como é? Uma mulher na nossa idade pode usar salto 15 se ela tiver hábito, ela pode usar o cabelo do jeito que ela quiser, pode se perfumar, usar bijuteria e roupas coloridas. Gente, que isso?"


Os vídeos foram publicados no fim de 2019. Desde então, Gomes se tornou uma influenciadora digital -ela contabiliza 44 mil seguidores no Instagram; no Facebook, a sua página Se Reinventando Depois dos 50 tem outros 331 mil seguidores. Mais do que isso, a advogada virou exemplo do movimento Ageless.


Na tradução do inglês, a palavra significa "sem idade". O conceito, contudo, é mais amplo e vem sendo utilizado para designar pessoas acima dos 50 anos que não se definem pela faixa etária. Mas que se veem livres de patrulhas e amarras do que podem ou não usar e fazer, seja na moda, na beleza ou no comportamento. Claudia Raia, 54, é uma porta-voz do movimento, como a apresentadora Ana Maria Braga, 71, que chama a atenção do público por usar o cabelo de diferentes cores (azul, rosa, roxo) e estilos.


"Não queremos esse rótulo, queremos ser uma mulher sem idade mesmo", diz a consultora de imagem e estilo Rô Maciel, 61, que se especializou em atender esse público -formado, principalmente, por mulheres. "Com o passar do tempo, a gente apura um pouco mais isso, e se liberta de todos os padrões, de todas as culpas e amarras. Conquistamos uma liberdade que não temos quando somos mais nova, e conseguimos entender que o olhar do outro sempre vai ser o olhar do outro. Se você está segura, bem e saudável, isso é que importa."


Embora a consultora afirme que, mesmo quando era mais jovem nunca foi de seguir modas ou ficar "dentro da caixa", atualmente ela diz se sentir mais segura. "Hoje sou totalmente eu, sou aquilo que eu sempre quis ser. E aí me perguntam: você queria ser mais nova? Jamais. Nunca em pensamento algum eu queria ter meus 30 anos de novo, porque eu conquistei tanta coisa bacana", salienta.


É PERMITIDO ENVELHECER
"É proibido envelhecer?". Essa é uma das reflexões que a advogada e influenciadora Denise Andrade Gomes propõe em seus vídeos, textos e lives nas redes sociais. "As pessoas não entenderam ainda que o ser humano está vivendo muito mais."


Na avaliação dela, o culto à juventude é muito forte no Brasil e é ainda mais cruel com as mulheres. Ela cita o fato de ter os cabelos grisalhos e, vez ou outra, receber comentários de pessoas incomodadas com a sua escolha. "Ainda é um tabu. Me falam: 'Pinta esse cabelo, você está envelhecida dez anos.'", relata.


Rosangela Marcondes, 65, vai na contramão dessa busca pela eterna juventude. Em 2016, cansada do tempo que perdia no salão de beleza para pintar os cabelos, além dos gastos com o processo, ela assumiu os brancos. Em um primeiro momento, descoloriu os fios, que até então tingidos de vermelho.


O resultado ainda não era exatamente o que ela buscava, mas a agradou. O cabelo ficou branco, mas ainda com algumas mechas amareladas. "Eu não sabia direito o que queria, mas eu me dei conta que aquela mulher era incrível. Me senti muito plena, fashion e interessante."


Com o tempo, ela foi assumindo os fios grisalhos naturais. "Até as minhas filhas falaram: 'Mamãe, você é uma nova pessoa'". Ela não sabe definir exatamente de onde veio essa transformação.

Talvez, afirma, foi o resultado do amadurecimento de se aceitar.

"Porque você sai de um lugar-comum onde todos estão cumprindo aqueles papéis, as tendências, agora é cabelo vermelho, outra hora é cabelo curto..."


Marcondes, que se autodenomina como "inspiradora digital", diz que sempre admirou o envelhecimento. Ela, por exemplo, não quer fazer nenhuma intervenção estética no rosto ou no corpo.

O seu maior desejo é conhecer o mundo e estar em constante aprendizado. "Escolhi ter um olhar mais afetivo, amoroso com a vida, com a velhice, com tudo. Sou encantada com esse bando de velhos que eu encontro nas viagens, eles me emocionam."


O propósito do movimento ageless não é definir se a mulher deve ou não pintar o cabelo. Nem é proibir plásticas. Mas deixá-la livre para ser o que quiser, sem julgamentos ou regras limitadoras por causa da sua idade.


AGEÍSMO
Em janeiro, o Porta dos Fundos foi acusado de preconceito etário (chamado de ageísmo ou etarismo) por um vídeo de humor chamado "Responsável". A esquete tira sarro de uma "mãe de 57 anos" que precisaria da supervisão do filho para mexer no WhatsApp e não espalhar fake news.


Para Rosangela Marcondes, a polêmica teve um lado positivo ao despertar a contestação das pessoas mais velhas contra o estereótipo mostrado no quadro do grupo humorístico. "Não dá para por um carimbo: velho não é tecnológico." Na visão dela, tal qual os jovens, os idosos também podem estar em constante aprendizado sobre as novas ferramentas tecnológicas, basta ser curioso e estar disposto, diz. Ela, por exemplo, trabalha com as redes sociais.


Denise Andrade Gomes complementa que o preconceito etário reforça outros clichês como o de que a pessoa mais velha é menos capacitada para o mercado de trabalho. Ela diz ter sido vítima disso. Quando se mudou para São Pedro há três anos, ela conta que procurou trabalho como advogada. Mas mesmo com experiência no ramo e mestrado em direito digital, ela não conseguiu. "É etarismo, não é falta de qualificação", salienta.


Atualmente, para não ficar de fora da área, Gomes afirma atuar como defensora pública. "Mas sobrevivo [financeiramente] como influenciadora digital", relata. "O feminismo deu um passo enorme, olha quanta coisa a mulher conquistou. Absurdamente, a mulher não podia usar calça comprida, absurdamente não podia ter propriedade, não podia votar, não podia, não podia ... Agora, não pode envelhecer."


"Comecei uma espécie de campanha no Instagram, dizendo, gente, nós temos que lutar contra isso, e as jovens também. Porque elas vão chegar nesta idade. Se você quiser ter um futuro promissor, em que você possa escolher o que quer para a sua vida, tem que mudar agora", complementa.


O trabalhador mais velho sofreu um impacto maior na pandemia. Em 2020, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), quase 8 de cada 10 vagas eliminadas eram ocupadas por pessoas com mais de 50 anos. Mesmo em setembro, quando o saldo mensal ficou positivo em 313 mil vagas -o melhor resultado para o mês desde 1992– os que estão nessa faixa etária perderam vagas.


SUCESSO DEPOIS DOS 70 ANOS
Mas não é só na faixa dos 50 ou 60 anos que as mulheres têm conquistado espaço e descartado rótulos. Acima dos 70, elas fazem sucesso ao quebrar tabus, inclusive, nas redes sociais. É o caso de Zuleide Azevedo Lima, 94, do Recife, que conquistou 77 mil seguidores no TikTok com seus vídeos divertidos e looks do dia.


"A idade está na sua cabeça. A gente vai envelhecendo porque o tempo vai passando mesmo, mas a cabeça é boa. Gosto das coisas de antigamente, só tem uma restriçãozinha porque quando envelhece tem umas coisinhas que dói aqui e ali, mas vai se levando", afirma.


Antes da pandemia, Zuleide diz que costumava ir ao cinema, às festas e se divertia com as amigas. A neta Mariane de Lima Ferreira, 26, diz que a avó é muito vaidosa e não deixava de usar salto alto e se maquiar nem para levar o cachorro para passear.


Com a impossibilidade de sair por causa do novo coronavírus, Mariane relata que começou a perceber que Zuleide foi ficando para baixo. Foi quando ela resolveu apresentar às redes sociais para avó, que abraçou a ideia. Um dos seus vídeos de maior sucesso no TikTok é o que ela revela o segredo da longevidade. "Praticar ioga e tomar uma taça de vinho por dia", afirma na brincadeira.


Izaura Demari, 79, conhecida como vovó fashionista, é outra que faz sucesso nas redes sociais com suas roupas coloridas e chapéus enormes e diferenciados. No Instagram, ela soma 214 mil seguidores, e tem parceria com várias marcas -a maioria internacional, segundo o seu filho, Márcio Demari, que a ajuda na composição dos looks.


Antes mesmo da existência das redes sociais, Demari já chamava a atenção nas ruas, com pessoas pedindo para tirar uma foto com ela. Na verdade, foi há 18 anos, quando ficou viúva -o marido era muito ciumento, conta- que ela colocou "as manguinhas para fora".


A vovó fashion também costuma posar de maiô e lingerie, sem se preocupar com a opinião alheia. "Umas amigas minhas de Londrina [cidade onde nasceu] elogiaram, outras não. Quer saber de uma coisa? Já que acharam ruim de calcinha e sutiã, agora eu vou tirar tudo." Dito e feito: posou nua, apenas com um robe branco, acessórios e, claro, um chapéu.

Fonte: Noticias ao Minuto

Opositor de Putin chega à colônia penal onde cumprirá sentença

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O principal oponente do Kremlin, Alexei Navalni, chegou neste domingo (28) a uma região a 200 quilômetros a leste de Moscou para dar entrada em uma colônia penal onde cumprirá sua pena, informou a agência de notícias russa RIA.


Segundo o secretário-geral do Comissão Pública de Monitoramento de Moscou, Alexeï Melnikov, Navalni será colocado em quarentena antes de ser transferido para uma das prisões da região.


Navalni será transferido para a colônia penal número 2, localizada na pequena cidade de Pokrov, na região de Vladimir, na Rússia europeia.


Este centro de detenção, com capacidade para 800 reclusos, está em regime normal, ou seja, as condições de detenção são menos severas do que noutras prisões.


Na sexta-feira (25), o chefe dos serviços prisionais russos, Alexander Kalashnikov, anunciou que Navalni já havia sido transferido. "Nenhuma ameaça à sua vida ou saúde pesa sobre o principal adversário do país", acrescentou.


Como nos dias da ex-União Soviética, a maioria das penas de prisão na Rússia são cumpridas em campos de prisioneiros que às vezes ficam longe de tudo. O trabalho dos prisioneiros, geralmente em oficinas de costura ou móveis, é frequentemente obrigatório.


Na quinta-feira (24), advogados e parentes de Navalni anunciaram sua libertação do centro de detenção de Moscou, onde estava detido desde sua prisão.


A justiça russa confirmou na semana passada a sentença do ativista anticorrupção de 44 anos em um caso de fraude que remonta a 2014 que ele e muitas capitais ocidentais e ONGs denunciam como político. No total, ele foi condenado a três anos e meio de prisão, dos quais já cumpriu dez meses em regime domiciliar.


Navalni foi preso em 17 de janeiro ao retornar da Alemanha, onde passou quase cinco meses se recuperando de um envenenamento que acusa o Kremlin de causar.


O ativista é acusado formalmente de violar os termos de sua liberdade condicional ao sair do país, ainda que a saída tenha ocorrido sob uma justificativa médica -ele estava em coma.


Navalni teve uma sentença de prisão por fraude comutada em 2014, em uma ação que classifica como perseguição judicial. Embora nominalmente independente, o Judiciário russo é usualmente alinhado ao Kremlin.


O opositor também foi multado por difamação e aguarda novos julgamentos e investigação por fraude, punível com dez anos de prisão.

Fonte: Noticias ao Minuto

Infecção urinária pode ser sinal de doença nos rins ou na bexiga

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Envelhecer traz mudanças fisiológicas que impactam o bom funcionamento do sistema urinário. De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, os mais velhos tendem a desenvolver infecções urinárias. A partir dos 65 anos, a incidência da doença é de 10% entre os homens e 20% entre as mulheres.


Uma infecção urinária pode ser o sinal de que algo não vai bem no organismo, principalmente nos rins e na bexiga. No caso dos homens, tem atenção maior com a próstata.


Segundo José Carlos Truzzi, médico urologista do Hospital Santa Catarina, é importante identificar quais mudanças são parte natural do processo de envelhecimento e quais indicam um sinal de alerta para possíveis doenças.


"É normal que haja alterações hormonais em uma mulher idosa, já que a menopausa diminui a produção de alguns hormônios. Mas a incontinência urinária, por exemplo, é uma patologia, não uma condição normal da velhice", explica o urologista.


De acordo com ele, é grande o número de pacientes que acredita que a perda involuntária da urina seja algo normal. A incontinência urinária é muito frequente em mulheres, principalmente nas mais velhas. "Existe um tipo de incontinência que acomete mulheres mais idosas que chamamos de incontinência de esforço. Essas mulheres sofrem com a perda de xixi ao se agachar, ao carregar peso, espirrar ou tossir", conta Willy Baccaglini, uro-oncologista do Hospital Albert Einstein.


"Os principais fatores para as mulheres virem a apresentar isso são o próprio envelhecimento, que coloca a mulher na menopausa, reduz a produção de hormônios e faz com que a musculatura pélvica fique mais flácida e fraca", explica.


Por sua vez, os homens com idade avançada têm problemas relacionados principalmente ao crescimento benigno da próstata. "O que acontece é que o crescimento da próstata começa a alterar a micção destes homens, ou seja, a forma como eles urinam, já que a próstata passa a obstruir o caminho da uretra."


Diferente do câncer de próstata, esse crescimento faz parte do processo de envelhecimento. Segundo o uro-oncologista, é preciso acompanhar os sintomas, que podem se agravar. "É comum que um homem com mais de 50 anos levante uma vez para ir ao banheiro durante a madrugada, mas alguns passam a precisar ir cinco, seis vezes. Esse seria um dos principais sintomas", conta Baccaglini.


Ele também cita a urgência, aquela vontade repentina e imediata de urinar, como sinal de alerta.


"Ter atenção às manifestações de sintomas é o primeiro passo", diz Truzzi. O médico recomenda manter uma boa hidratação unida a uma alimentação saudável.


Diabetes descontrolado piora quadros urinários A infecção urinária é uma doença comum, principalmente entre mulheres. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 30% das mulheres vão apresentar na vida infecção urinária leve ou grave. Em pacientes diabéticos, a doença também se faz presente.


A diabetes compromete a resposta imunológica do organismo, o que, por si só, já favorece o crescimento de bactérias que podem gerar infecção urinária. Outra característica da doença é a alta presença de glicose no sangue, que também facilita a proliferação.


De acordo com o uro-oncologista Willy Baccaglini, do Hospital Albert Einstein, a diabetes também causa lesões na enervação da bexiga, o que pode afetar a frequência e a forma de urinar. "O comprometimento neurológico da bexiga pode ser tão intenso em alguns casos que faz com que o paciente pare de urinar, o que chamamos de retenção urinária aguda", explica.


Por esse motivo, o controle da diabetes é essencial para não agravar quadros de doenças urinárias, segundo o médico. "Doenças sistêmicas acabam comprometendo o funcionamento do trato urinário, que depende da integridade da enervação que supre a bexiga e a uretra", complementa o médico urologista, José Carlos Truzzi.

PRINCIPAIS PROBLEMAS URINÁRIOS
Saiba mais:

Infecção urinária

Causada por bactérias do trato urinário que migram para a bexiga e podem até alcançar os rins.
Mais frequente entre mulheres, gera vontade urgente de urinar, dores na região da bexiga e ardência ao ir ao banheiro.

Hiperplasia prostática benigna

Crescimento benigno da próstata, extremamente comum entre homens maiores de 50 anos. Traz necessidade de urinar várias vezes durante a noite, vontades repentinas e urgentes, e alterações no fluxo urinário.

Incontinência urinária de esforço

Perda involuntária de urina devido à fraqueza dos músculos pélvicos que sustentam a bexiga.
É mais comum entre mulheres e pode ser consequência do envelhecimento, do número de partos, da menopausa.

Bexiga hiperativa

Condição caracterizada pela vontade repentina e urgente de urinar, já que a bexiga contrai-se sem sua vontade.
Pode estar associada à incontinência e faz com que a Pessoa precise acordar à noite para urinar, o que prejudica o sono.

Insuficiência renal

Diminuição na capacidade de filtração do sangue nos rins.
Pode ser consequência de infecções, retenções urinárias ou do descontrole de outras doenças, como diabetes e hipertensão.

Cistos renais

Bolsas de água que se formam no interior dos rins e aumentam com o envelhecimento.
Normalmente assintomáticos, podem gerar dores em casos mais graves.

Sinais de alerta para buscar um médico:

- Dores ou ardências ao urinar
- Aumento excessivo da frequência urinária
- Necessidade imediata de urinar
- Alterações no fluxo urinário (jatos mais fracos ou dificuldade em manter um fluxo constante)
- Alterações na coloração da urina
- Necessidade excessiva de urinar durante à noite
- Disfunções sexuais em homens (ejaculação precoce, perda de ereção)

Prevenção

- Beba bastante água
- Não segurar a urina
- Evite usar as duchas vaginais
- Mantenha a higiene íntima correta
- Urinar logo depois da relação sexual ajuda a eliminar bactérias que possam ter entrado durante o ato

Fontes: José Carlos Truzzi, médico urologista do Hospital Santa Catarina, e Willy Baccaglini, uro-oncologista do Hospital Albert Einstein e professor na Faculdade de Medicina do ABC

Fonte: Noticias ao Minuto

Polícia detém 14 em protestos contra prisão de rapper em Barcelona

BARCELONA, ESPANHA (FOLHAPRESS) - A polícia prendeu 14 pessoas, neste sábado (27), em Barcelona, em uma nova noite de distúrbios e vandalismo na cidade espanhola, após um protesto contra a detenção do rapper Pablo Hasél, preso por fazer críticas à monarquia.


O protesto foi um dos mais violentos desde a detenção do rapper em 16 de fevereiro: os manifestantes destruíram agências bancárias, saquearam lojas, incendiaram uma viatura policial e atacaram um hotel.


Antes dos episódios de violência, cerca de 2.000 pessoas usando máscaras e carregando faixas marcharam pela cidade para pedir a libertação de Hasél.


A condenação dos atos foi quase unânime: do primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez ao presidente em exercício da região da Catalunha, o independentista Pere Aragonés, passando pela prefeita de Barcelona, Ada Colau.


"Inaceitáveis os atos de vandalismo e violência esta noite em Barcelona", tuitou Pedro Sánchez.


O único que não fez críticas à violência foi o pequeno partido independentista de extrema-esquerda CUP. Esta formação é crucial para a posse de um novo governo separatista na Catalunha após as eleições regionais de 14 de fevereiro e exige, em troca do apoio, a dissolução da unidade antidistúrbios da polícia.


Os protestos começaram no dia 16 após a detenção do rapper de 32 anos, natural de Lérida (Catalunha), condenado a nove meses de prisão pela acusação de enaltecer o terrorismo.


Em mensagens no Twitter e canções, o músico, que tem outros antecedentes penais, chamou de "mafioso" o rei emérito Juan Carlos I, elogiou pessoas envolvidas em atentados e acusou a polícia de matar e torturar migrantes e manifestantes.


O caso provocou um debate sobre a liberdade de expressão na Espanha e detonou protestos de jovens em todo o país, especialmente violentos na Catalunha, onde quase 140 pessoas foram detidas.


Mais de 200 artistas, incluindo o cineasta Pedro Almodóvar e o ator Javier Bardem, assinaram uma petição se opondo à prisão do rapper. O abaixo-assinado compara a Espanha a países como Turquia e Marrocos, onde artistas e opositores do governo vivem em risco iminente de detenção.


O episódio também destaca as crescentes frustrações de muitos jovens espanhóis com a insegurança no emprego e a raiva contra o establishment político do país.

Fonte: Noticias ao Minuto

País vacina só 48% dos acima de 90, mas imuniza 142 mil dos menos prioritários

O Brasil não conseguiu vacinar nem metade de seus idosos acima de 90 anos, mas já tem registro de ao menos 142 mil pessoas de grupos menos prioritários imunizadas, como 119,6 mil idosos com menos de 75 anos. Levantamento feito pelo Estadão a partir de dados do Ministério da Saúde na plataforma Brasil. IO indica que só 48,8% dos brasileiros com 90 anos ou mais conseguiram receber a imunização até agora. O grupo é o primeiro na lista de prioridades do governo federal por faixa etária, mas só teve 436,6 mil vacinados entre os 893,8 mil previstos.

Ao mesmo tempo, o sistema registra a vacinação de 29,7 mil pessoas de 70 a 74 anos, 36,1 mil entre 65 a 69 anos e 53,7 mil na faixa dos 60 a 64 anos que, embora façam parte de grupos prioritários, ainda não poderiam estar contemplados. Os números já excluem os idosos de menos de 75 anos do Amazonas e de outros Estados do Norte que tiveram autorização excepcional por situação epidemiológica preocupante. Os dados do ministério apontam outros problemas na priorização dos vacinados no País. Há entre os já imunizados 11,9 mil doentes crônicos com menos de 60 anos, 3,9 mil agentes das forças de segurança, 1,9 mil trabalhadores da educação e 387 militares. Os quatro grupos deveriam estar em etapas futuras.

Especialistas ressaltam que, diante dos números, é preciso investigar se há "fura-filas", mas apontam também outras razões que podem explicar o cenário, como a falta de padronização dos critérios de vacinação entre diferentes municípios, necessidade de utilizar doses de um frasco já aberto para não haver descarte e até erros de preenchimento no sistema. Eles destacam que o objetivo maior da vacinação nesta fase - evitar hospitalizações e mortes - pode ser prejudicado com a baixa cobertura entre os mais vulneráveis.

"É claro que a gente quer que todo mundo seja vacinado e a vacina chegue aos 60 e 70 anos, mas, diante do número limitado de doses, precisamos ter prioridades", afirma Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Assessor técnico do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Alessandro Chagas explica que o órgão tem orientado os secretários. "O município tem autonomia para elaborar estratégias e pode até ampliar o público com alguma justificativa epidemiológica, mas a diretriz geral é da União. Se tem município em que a vacinação está chegando aos menos idosos, eles já deveriam estar com uma alta cobertura entre os mais idosos", afirma.

Para a infectologista Ana Luiza Gibertoni, falta "conhecimento epidemiológico para desenhar uma estratégia que maximize o impacto da vacinação sobre a população". "Da forma que está sendo feita, o impacto é mínimo", diz. Segundo ela, o Brasil tem profissionais capacitados para articular essa estratégia, mas "não estão dentro do governo". "Falta uma liderança nacional, com voz, respeitada na sociedade e na comunidade científica para conduzir o plano nacional de imunização."

Para a epidemiologista Carla Domingues, que foi coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) entre 2011 e 2019, a escassez de doses, as falhas na distribuição e a falta de uma comunicação mais assertiva do ministério são os responsáveis pelas distorções na priorização dos vacinados. "Às vezes um município tem poucos idosos de mais de 90 anos e precisa usar as doses do frasco aberto em até seis horas. É muito difícil de operacionalizar", diz. Carla e Isabella opinam ainda que a baixa cobertura no grupo de 90 anos ou mais pode estar relacionada à dificuldade de acesso desses idosos aos postos de saúde e à complexidade da vacinação domiciliar.

Critérios

Entre as categorias prioritárias, a dos trabalhadores de saúde é a que cria mais divergência entre os municípios. Enquanto alguns oferecem vacina para todos, outros restringem àqueles que atuam em hospitais, unidades de pronto atendimento ou na atenção primária. O plano nacional de imunização dá brecha às interpretações. O levantamento do Estadão mostra que 3,3 milhões de trabalhadores da área já receberam ao menos uma dose da vacina. As equipes de apoio, como recepcionistas, funcionários da limpeza e porteiros, estão incluídas nos números. O PNI previa imunizar 4,9 milhões deles até a etapa atual.

Apesar de a cobertura vacinal estar em 67% do esperado, especialistas questionam a prioridade dada a algumas categorias e a falta de detalhamento do plano. Os dados mostram que já foram vacinados, por exemplo, 6.979 médicos veterinários e 769 auxiliares de veterinário. Embora eles não atendam pessoas potencialmente infectadas, as categorias foram incluídas no PNI. O plano não explica em detalhes como deve ser a prioridade dentro das categorias. A infectologista Ana Luiza Gibertoni fala que isso abre espaço para que cada município interprete de maneira diferente. "Você precisa proteger a força de trabalho e vacinar os profissionais que trabalham com o público, que estão expostos à doença. Os demais devem esperar."

A médica trabalha no sistema nacional de saúde do Reino Unido e conta que, no país, os profissionais foram convocados nominalmente. "Não dá para pedir que as pessoas se apresentem voluntariamente."

As principais categorias de vacinados entre os trabalhadores de saúde são técnicos de enfermagem (370 mil), enfermeiros (180 mil) e médicos (172 mil). A maioria desses profissionais, no entanto, não está classificada em subcategorias no sistema. Mais de 1,8 milhão de registros estão descritos como "outros", o que dificulta o controle.

Só em São Paulo há 1,1 milhão de trabalhadores de saúde sem subcategoria. Não é possível quantificar médicos, enfermeiros ou veterinários. Em nota, o Estado alega que o PNI não prevê a subcategorização dos profissionais de saúde e "em nenhum momento pontuou a necessidade desse tipo de segmentação em campanhas". O governo disse também que na plataforma estadual Vacivida é possível acompanhar a segmentação dos grupos prioritários.

Registro

O levantamento do Estadão mostra ainda problemas no registro de vacinados que podem indicar até fraudes. No grupo categorizado como idosos, a reportagem encontrou 9 mil registros de imunizados com menos de 60 anos, segundo análise feita conforme a data de nascimento e a idade.

Há até registro de vacinados menores de idade - grupo que não pode receber o imunizante por falta de testes clínicos prévios. São 94 pessoas com menos de 18 anos classificadas no grupo dos idosos. Em outras categorias, como trabalhadores da saúde e indígenas, a inconsistência também aparece, totalizando 2,4 mil pessoas com 17 anos ou menos vacinadas.

Outro problema é a falta de categorização de parte dos vacinados. Há 118 mil imunizados que não foram incluídos em nenhum grupo prioritário, o que dificulta o controle e favorece até possíveis desvios.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Noticias ao Minuto

Empresas reduzem ritmo de produção para escapar de custos

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A demora na entrega e a alta de preços de materiais estão obrigando empresas de diversos setores a colocar o pé no freio e conter o ritmo de produção. Em alguns casos, a estratégia visa aguardar um reequilíbrio da cadeia produtiva. Em outros, há a necessidade de reduzir prejuízos.


A situação se arrasta desde 2020, quando a cadeia de suprimentos reduziu drasticamente a produção temendo queda na demanda. A desmobilização da indústria –fornos siderúrgicos chegaram a ser desligados– nos primeiros meses de pandemia acabou desequilibrando as cadeias produtivos em diversas áreas.


Além disso, o câmbio valorizado favoreceu as exportações, reduzindo a disponibilidade no mercado interno.


A indústria esperava normalização em 2021, mas essa expectativa vem sendo frustrada, dizem empresários.


Na construção civil, cronogramas de obras estão sendo revistos até semanalmente devido à dificuldade de insumos. O incorporador Bruno Sindona conta que, em dois empreendimentos já em andamento, foi necessário mudar as fases da execução para compensar atrasos na entrega.


Os principais problemas do empresário são os prazos e a disponibilidade de aço –e essa dificuldade, diz ele, pode ser medida pelas planilhas de orçamentos. "Nosso mapa de cotação está cheio de buracos."


A entrega de cimento, diz ele, começa a se reequilibrar. Há alguns dias, ele conseguiu comprar barras de ferro que precisava e, por isso, as obras estão andando. As contratações de operários, porém, precisaram ser reduzidas.


"Tenho um obra que, neste momento, era para estar com 120 funcionários, mas estou com 74, porque não vou ter material para esse pessoal trabalhar", afirma.


Com o ritmo menor de trabalho agora, o empresário prevê que custos maiores deverão aparecer em alguns meses, mesmo quando a situação do abastecimento se normalizar.


"Vou ter que acelerar para compensar. Em vez de contratar 120 funcionários, vou precisar de 150."


A pressão da alta de preços é maior sobre empreendimentos do programa habitacional Casa Verde e Amarela, o antigo Minha Casa Minha Vida.


Concreto e ferro, diz Odair Senra, presidente do Sinduscon-SP (Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo), são grande parte do custo dessas obras, nas quais os incorporadores ganham mais com a escala, ou seja, o número de unidades vendidas.


Por lei, os contratos fechados pelos compradores são reajustados pelo INCC (Índice Nacional de Custos da Construção), em uma tentativa de compensar custos maiores.

Não é o que vem acontecendo, porém. Em 12 meses até janeiro, o índice calculado pela FGV (Fundação Getulio Vargas) está em 9,39%.


Para Senra, os efeitos das altas no mercado chegam com defasagem ao índice. "Já temos notícia de alta de 34% no aço em janeiro, e outro de 30% em março. Vai desequilibrar todas as obras. Os custos vão se exceder em 10%, 15%."


Na habitação popular, qualquer repasse de custos, mesmo que previsto em contrato, aumenta o risco de inadimplência, diz Walter Melillo Jr, diretor da CNL Empreendimentos. "Em um imóvel de R$ 200 mil, se repassar R$ 2.000 para o comprador, você vai ter problema", afirma.


Melillo tem hoje um projeto em fase de aprovação. "Se estivesse pronto para lançar, eu certamente seguraria."


No último trimestre de 2020, o volume de lançamentos e de vendas de empreendimentos do segmento popular representou menos da metade do total pela primeira vez em três anos.

Segundo a Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), o recuo é efeito do custo maior de construção maior e põe o Casa Verde e Amarela em risco.


A câmara da indústria vem tendo reuniões no Ministério do Desenvolvimento Regional para, segundo o presidente da Cbic, José Carlos Martins, sensibilizar o governo na busca por uma solução, que pode vir das cotas de importação (no caso do aço) e da flexibilização do teto do Casa Verde e Amarela, hoje em R$ 270 mil.


Marco Polo de Mello Lopes, presidente-executivo da Aço Brasil, diz que a entidade não comenta valores, mas defende que o setor siderúrgico está pressionado pelo aquecimento nas negociações de commodities, que encareceu as matérias-primas do setor, como sucata, gusa e minério de ferro.


"É importante deixar claro que não há um movimento especulativo no mercado. As matérias-primas estratégicas estão mais caras", diz. Segundo ele, o nível de fornecimento de aço ultrapassou, em junho, o que era vendido antes da pandemia.

Eventuais atrasos podem vir de distribuidoras, às quais recorrem empresas menores, sem escala para a compra direta nas usinas.


O setor cimenteiro também não fala de preços ou da relação entre fabricantes e clientes. Em nota, o Snic (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento) afirma estar sofrendo com alta nos custos de insumos, como coque de petróleo.


Em 2020, o setor vendeu 60,8 milhões de toneladas de cimento vendidas, alta de 10,9% sobre 2019.


Para quem depende de caixas de papelão para distribuir mercadoria, começar o ano com o estoque em dia exigiu um esforço de negociação, conta o produtor rural Carlos Sussumu Suyama, da Faop (Fruticultores Associados do Oeste Paulista). "Estávamos nos programando desde novembro, porque sabíamos que ia ter problema", diz.


Ainda assim, o fornecedor chegou a ameaçar que só entregaria em fevereiro o que deveria chegar aos produtores em janeiro. "Não perdemos mercadoria, mas foi uma batalha danada, muitos telefonemas, muita pressão."


Dos R$ 2,40 pagos antes da pandemia, o último lote de 60 mil caixas custou à Faop R$ 3,60 por unidade. Produtores da região, segundo a federação, chegaram a decidir por atrasar a colheita de algumas culturas por considerar que o preço não compensaria o custo das caixas.


A alternativa tem sido a venda local, sem envio a entrepostos.


A Empapel (Associação Brasileira de Embalagens em Papel) diz ter registrado, até janeiro, sete meses seguidos de crescimento em vendas e em produção. O balanço de janeiro a dezembro de 2020 aponta um crescimento de 5,9%.


Na Mazurky, fábrica de caixas de papelão de São Bernardo do Campo (ABC Paulista), a solução encontrada foi a importação de insumo de Israel, Egito e Estados Unidos. O custo é 20% maior, mas a empresa diz que essa foi a solução para cumprir prazos e manter o maquinário em operação.


A associação do setor diz que dificuldades no abastecimento de papelão ondulado persistem com a alta da demanda, puxada pelas vendas do ecommerce e entrega de refeições prontas. Os prazos de entrega, que hoje ultrapassam 30 dias, só deverão cair a partir do segundo trimestre.


Na indústria de carnes, os prejuízos acumulados pelos frigoríficos têm levado à paralisação temporária de abates. A questão, para esses, não é esperar preços ou condições melhores, mas estancar a sangria do caixa, diz o presidente da Abrafrigo, Paulo Mustefaga.


Nos 12 meses até fevereiro, o preço do boi gordo subiu 53%, enquanto a carcaça, que é a carne com osso negociada no atacado, teve o preço reajustado em 42%. Com essa defasagem, só não está estrangulado o frigorífico que exporta e que, por isso, fatura em dólar. Segundo a Abrafrigo, porém, 75% da produção brasileira fica no mercado interno.


Há um um ano, diz Mustefaga, a venda da carne dava à indústria um lucro de R$ 190 por boi de 16 arrobas. Hoje, essa operação deixa R$ 134 de prejuízo.

Fonte: Noticias ao Minuto

Willian brilha com 2 assistências e comanda vitória do Arsenal sobre o Leicester

O Arsenal surpreendeu o Leicester, terceiro colocado do Campeonato Inglês, e venceu o rival fora de casa por 3 a 1 neste domingo, em duelo da 26ª rodada. O meio-campista brasileiro Willian, que vinha em baixa, resgatou seu bom futebol e foi o destaque do jogo com duas assistências, uma delas para o zagueiro David Luiz.

O resultado não muda muito a situação do Arsenal, que tem oscilado demais e continua longe dos primeiros colocados. O time londrino subiu da 11ª colocação para a nona, agora com 37 pontos. Com o tropeço em casa, o Leicester perdeu a oportunidade de assumir a liderança e pode ver o Manchester United se isolar na segunda colocação. Hoje, os dois têm 49 pontos, mas a equipe de Manchester ainda joga neste domingo diante do Chelsea.

Como costuma fazer em seus domínios, o Leicester se impôs nos primeiros minutos e abriu o placar cedo, aos cinco, com Tielemans. O belga invadiu a área pela direita e chutou forte, cruzado, para vencer o goleiro Leno. Os anfitriões continuaram superiores até a metade da primeira etapa.

Depois disso, os visitantes cresceram e chegaram ao empate aos 39 por meio da bola aérea ensaiada. Em cobrança de falta no lado direito, Willian encontrou David Luiz, que se livrou da marcação e apareceu na marca do pênalti, livre, para cabecear no canto direito e sair para comemorar.

A equipe de Mikel Arteta conseguiu a virada ainda na etapa inicial. Nos acréscimos, a bola explodiu no braço do zagueiro do Leicester dentro da área e o árbitro assinalou pênalti com o auxílio do VAR. Lacazette deslocou o goleiro e converteu a cobrança no canto direito, colocando os londrinos à frente.

Precisando do empate, o Leicester se lançou ao ataque na volta do intervalo, mas viu o adversário marcar o terceiro cedo, aos sete minutos do segundo tempo, e definiu o triunfo. Em bola espirrada, Willian apareceu na área para rolar para Pepe apenar empurrar para o fundo das redes e deixar os visitantes em situação confortável.

O Arsenal controlou a partida após o terceiro gol, de modo que o Leicester, despedaçado por lesões de jogadores importantes, não conseguiu pressionar com efetividade, apenas à base de bolas longas e cruzamento em direção ao artilheiro Jamie Vardy, que, desta vez, passou em branco.

Também neste domingo, Crystal Palace (13º) e Fulham (18º) empataram sem gols em jogo fraco tecnicamente em Londres.

Fonte: Noticias ao Minuto

Base de Alcântara deve começar a lançar orbitais no fim deste ano

Se por um lado o Brasil ainda depende de países como a Índia para o lançamento de satélites mais robustos, como o Amazônia 1, por outro nosso país está pronto para começar a lançar pequenos orbitais, a partir da Base de Alcântara, no Maranhão. Nove empresas já enviaram propostas para operar em Alcântara. Quatro delas são brasileiras. A operação pode começar já no fim deste ano.

De acordo com o presidente da Agência Espacial Brasileira, Carlos Moura, a operação só será possível graças à assinatura, em 2019, de um Acordo de Salvaguardas Tecnológicas com os Estados Unidos, que contém cláusulas para proteger a tecnologia norte-americana. Segundo ele, essas cláusulas são importantes pois cerca de 90% dos satélites do mundo utilizam tecnologia americana. “Assim, o Brasil entra no grupo seleto de países que conseguem por um satélite em órbita”, diz. Para Moura, a operação em Alcântara será um marco: “É o desenvolvimento de um setor econômico muito forte aqui no Brasil”.

Moura também abordou outros assuntos como a participação do Brasil no projeto Ártemis – para levar astronautas até a Lua – e as parcerias com universidades brasileiras. A entrevista completa você confere no Brasil em Pauta desse domingo, que vai ao ar na TV Brasil às 19h30.

Fonte: Noticias ao Minuto

Prêmio Nobel da Paz é alvo de críticas após vexames em série

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em 10 de dezembro de 2019, o primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed Ali, subiu ao palco do salão nobre da prefeitura de Oslo, na Noruega, para receber o prêmio mais cobiçado do planeta (com a possível exceção do Oscar).


"Recebo esse prêmio em nome dos africanos e cidadãos do mundo, para quem o sonho da paz tem frequentemente se tornado o pesadelo da guerra", discursou, ao agradecer o Nobel da Paz por seu papel no fim da guerra contra a Eritreia.


Menos de um ano depois, em novembro de 2020, Ali dava início a mais um pesadelo da guerra em seu país, ao ordenar um ataque a rebeldes da região de Tigré, no norte do país. O conflito, um dos maiores do continente, já provocou mais de 2 milhões de desabrigados e milhares de mortos.


Para o Comitê do Nobel da Paz, foi apenas mais um constrangimento em anos recentes.


Os organizadores do prêmio ainda lidavam com o movimento internacional de ativistas pedindo a cassação do prêmio dado à líder de Mianmar Aung San Suu Kyi, em 1991.


O motivo era seu silêncio quanto aos massacres praticados pelo governo que ela integrava contra a etnia rohingya,minoria muçulmana que vive no oeste do país. Presa desde um golpe militar ocorrido no início de fevereiro, Suu Kyi, na cadeia, talvez recupere parte do prestígio perdido.


A sequência de eventos gerou críticas pesadas aos critérios de seleção do Nobel, um prêmio que concede grande prestígio moral. "Para o comitê do Nobel, fica uma lição: quando estiver em dúvida, espere", escreveu o jornal britânico Financial Times, ao comentar o caso etíope.


Controvérsias não são estranhas para o Nobel da Paz, estabelecido em 1901 a partir do testamento do sueco Alfred Nobel. Mas os últimos anos não têm sido fáceis.


Em 2009, o Nobel já havia sido torpedeado por ter escolhido, em seu primeiro ano de mandato, e sem ter grandes realizações, o presidente dos EUA, Barack Obama.


"Olhando em retrospecto, está muito claro que o prêmio para Abiy Ahmed foi prematuro. Ele é um líder autocrático num país com múltiplos conflitos armados, era obviamente um prêmio de alto risco", diz Henrik Urdal, diretor do Instituto de Pesquisa da Paz de Oslo, que acompanha de perto o Nobel.


Foi então um erro? Não necessariamente, afirma Urdal. Ousar, afinal, é parte da proposta do Nobel. "A ideia por trás de prêmios como esses é dar um empurrãozinho para apoiar acontecimentos positivos, mas nesse caso isso não foi bem-sucedido, pelo menos até o momento", diz ele.


Um prêmio conservador, argumenta, concedido apenas a figuras menos influentes e menos controversas, poderia tirar parte do brilho do Nobel. "O prêmio se tornaria algo muito irrelevante", diz.


Autor de "Peace, The Say", um livro sobre a história do Nobel, o jornalista americano Jay Nordlinger afirma que muitas pessoas têm uma concepção errada sobre o prêmio.


"O prêmio é dado pelo trabalho feito no ano anterior. Não é pelo conjunto da obra do premiado", afirma.


Assim, o Nobel entendeu que o premiê etíope merecia ganhar pelo trabalho específico no acordo de paz com a Eritreia, embora Nordlinger reconheça que acabou se tornando algo embaraçoso.


"Não é sempre que você tem uma Madre Teresa de Calcutá", diz ele, referindo-se à religiosa que recebeu o prêmio em 1979 e depois foi canonizada. Em outras palavras, a imagem de que os vencedores são santos na Terra é falsa.


"Na maior parte do tempo, a paz é uma arena política. Muitas vezes, as pessoas que ganham estão envolvidas em governos, lidando com temas de guerra e paz", afirma.


Em décadas passadas, já houve arranhões à imagem do Nobel. O prêmio dado ao ex-secretário de Estado dos EUA Henry Kissinger em 1973, por seus esforços para encerrar a Guerra do Vietnã, é frequentemente citado como uma das piores escolhas já feitas.


Não apenas a guerra continuou por mais dois anos, mas Kissinger teve a reputação abalada pelo apoio a regimes repressivos.


Outro exemplo de prêmio controverso é o dado em 1994 ao líder palestino Yasser Arafat. Ex-líder de uma organização terrorista, ele foi agraciado pelos Acordos de Oslo, no ano anterior, com Israel.


O processo de escolha do Nobel é longo. Indicações têm de ser feitas até 31 de janeiro do ano do prêmio, e apenas categorias específicas de pessoas podem submetê-las: entre elas, membros de Parlamento nacionais e de governos, professores universitários de áreas de humanidades e vencedores de anos anteriores.


Em média, cerca de 300 indicações são feitas por ano, mas seus nomes só são divulgados 50 anos mais tarde. Depois de meses de reuniões, a lista é reduzida para cerca de 30, que passarão pela peneira final do Comitê do Nobel.


O órgão é composto por cinco pessoas eleitas pelo Parlamento da Noruega, em geral especialistas em temas internacionais. Os membros têm mandato de seis anos, com direito a reeleição. O anúncio ocorre no início de outubro, e as razões apontadas para a escolha em geral se resumem a um parágrafo, sem detalhes.


O mecanismo atribulado e os critérios de seleção têm críticos.

Um deles é o professor de Direito norueguês Fredrik Heffermehl, que tem o site The Nobel Peace Prize Watch.


Ele diz que o prêmio deveria ser dado a ativistas dedicados à paz internacional, e não para chefes de Estado.


Este era o propósito original do Nobel, afirma. "O objetivo era fomentar a cooperação internacional para um mundo sem armas. Mas o Nobel foi corrompido", diz.


A Folha entrou em contato com o Comitê do Nobel, mas não teve resposta.


Ao longo do tempo, o Nobel foi mudando seus critérios, de um prêmio focado no desarmamento para outro que leva em conta o ativismo em direitos humanos e, mais recentemente, temas sociais, como meio ambiente e educação.


Heffermehl torce o nariz para essas inovações, dando o exemplo do prêmio para a paquistanesa Malala Yousafzai, em 2014. "Ela poderia ter ganhado por se opor à militarização da região onde vivia, o Vale do Swat, mas ganhou por defender a educação feminina. Ninguém é contra educação, mas é algo muito distante do que Nobel tinha em mente."


No ano passado, o prêmio evitou a controvérsia com uma escolha aparentemente "segura", o Programa Nacional de Alimentação. Mas é difícil imaginar que a opção pelo primeiro-ministro etíope que pregava paz e fez a guerra tenha sido a última polêmica do Nobel da Paz.

Fonte: Noticias ao Minuto

Campanha vai divulgar informação segura sobre as doenças raras

Uma campanha nas redes sociais, promovida pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), vai esclarecer à população e à classe médica a importância da divulgação de informação segura sobre as doenças raras, cujo Dia Mundial é comemorado no último dia do mês de fevereiro que, este ano, cai neste domingo (28). Para fazer uma analogia, os especialistas afirmam que a data é comemorada no último dia do mês de fevereiro, que é “um mês raro e quando é bissexto, é um dia raro”.

Doenças raras são doenças que acometem um número muito pequeno da população global. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, para ser caracterizada como doença rara, ela afeta 1,3 pessoa para cada 2 mil indivíduos. “Na verdade, são 65 pessoas a cada 100 mil habitantes, que dá mais ou menos 1,3 por 2 mil”, disse à Agência Brasil a endocrinologista Mariana Guerra, presidente da Comissão de Campanhas da SBEM.

A médica informou que existe em torno de 6 mil a 8 mil tipos de doenças descritas como raras na literatura, que estão presentes em várias especialidades médicas. A maioria delas aparece na infância e 80% são genéticas. Alguns exames são fundamentais para detectar a possibilidade de desenvolvimento de uma doença rara. Mariana Guerra destacou, nesse item, o teste do pezinho, realizado em bebês. Em sua modalidade básica, ele consegue identificar seis doenças, enquanto o teste do pezinho ampliado pode levar ao diagnóstico precoce de 45 doenças. “É muito pouco, mas já é o primeiro passo”, comentou a médica. Indicou também o ultrassom para percepção de alguma anormalidade que leve a uma investigação mais aprofundada. Outro fator que deve ser considerado são as doenças familiares.

No ramo da endocrinologia, por exemplo, uma doença rara é o hipotirodismo congênito (alteração metabólica em que a tireoide do bebê não é capaz de produzir as quantidades adequadas dos hormônios tireoidianos, o T3 e o T4, podendo comprometer o desenvolvimento da criança e provocar alterações neurológicas permanentes caso não seja devidamente identificada e tratada). Outro exemplo de doença rara é a acromegalia, que faz crescer as mãos, os pés, o nariz, a mandíbula; a doença de Cushing, em que a pessoa desenvolve um tumor que produz muito corticóide e isso gera excesso de peso, alteração de glicose e de pressão, entre outras consequências.

Em outros ramos da medicina também ocorrem doenças raras, como hemofilia (distúrbio em que o sangue não coagula normalmente), displasia cleidocraniana (causa alterações de desenvolvimento nas clavículas, nos ossos do crânio e outros do corpo, da face e nos dentes), fibrose cística (doença genética que compromete o funcionamento das glândulas exócrinas que produzem muco, suor ou enzimas pancreáticas), esclerose lateral amiotrófica (doença neurodegenerativa progressiva, que afeta o sistema nervoso e acarreta paralisia motora progressiva, irreversível, de maneira limitante, embora sem atingir o cérebro). O físico inglês Stephen Hawking era portador dessa última doença. Ele morreu no dia 14 de março de 2018.

No mundo, existem cerca de 300 milhões de pessoas que são caracterizadas pelas doenças raras. Em geral elas são crônicas, progressivas e incapacitantes, afetando a qualidade de vida e podendo ser degenerativas e também levar à morte. Mariana Guerra afirmou que os médicos precisam estar atentos em suas diversas especialidades e os pacientes necessitam entender que alguns exames são fundamentais para se conseguir um diagnóstico precoce.

A presidente da Comissão de Campanhas da SBEM confirmou que os sintomas de algumas doenças raras podem ser confundidos com os de algumas doenças comuns. O paciente com doença de Cushing (provocada pela alta concentração no corpo de hormônio cortisol, conhecido também como o hormônio do estresse), por exemplo, pode chegar no consultório do endrocrinologista com obesidade ou com diabete descompensada; ou no cardiologista, com hipertensão. “A gente precisa ter um olhar atento ao paciente para poder perceber as nuances, colher uma história adequada, fazer um exame físico bem feito para poder pensar na doença que é mais rara. Claro que eu tenho sempre que pensar que as chamadas doenças comuns são mais prevalentes, mas tenho que ter o olhar atento ao paciente para não deixar de dar o diagnóstico de uma doença que seja mais rara”, ressaltou a médica.

No ano de 2014, foi instituída a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras. No Brasil, existem 240 serviços no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) que oferecem atendimento, diagnóstico e assistência a pessoas com doenças raras. Com esses centros, Mariana Guerra observou que os pacientes com doenças raras são melhor atendidos, diminui-se o risco deles terem alguma sequela que leve à dependência de outras pessoas ao longo da vida e, também, onera menos a folha do governo, porque se reduz a judicialização da saúde.

A presidente da Comissão de Campanhas da SBEM destacou que, com a pandemia do novo coronavírus, tudo ficou mais difícil para as pessoas com doenças raras. “Muitos centros fecharam, as pessoas com medo da covid-19 deixaram de buscar atendimento em outros locais e, talvez, tenham perdido tempo de diagnóstico”. Assegurou a necessidade de se retomar o tratamento.

No Brasil, a estimativa é que 15 milhões de pessoas tenham doenças raras. A presidente da Associação Brasileira de Paramiloidose (ABPAR), Liana Ferronato, citou que a amiloidose hereditária, chamada também de paramiloidose ou polineuropatia amiloidótica familiar (PAF), é uma dessas doenças. Sem cura, genética e hereditária, a síndrome provoca a perda progressiva dos movimentos, atrofia muscular e insuficiência cardíaca.

"Um dos grandes problemas enfrentados pelos pacientes é o diagnóstico tardio. A gente sabe que, de modo geral, quanto mais tempo se perde para descobrir uma doença, mais grave ela se torna. Nas enfermidades raras isso não é diferente e, justamente por serem síndromes raras, é infelizmente comum que o diagnóstico demore, muitas vezes, por anos a fio, acarretando o agravamento dos sintomas e trazendo sequelas irreversíveis", afirmou Liana.

O Dia Mundial da Doenças Raras foi criado em 2008 pela Organização Europeia de Doenças Raras. A data é lembrada em mais de 60 países.

Fonte: Noticias ao Minuto

Crespo estreia contra o Botafogo com a missão de mudar a postura do São Paulo

Uma das missões do técnico Hernán Crespo é mudar a postura do time do São Paulo, que faz sua estreia no Campeonato Paulista, neste domingo, às 19 horas, no Morumbi. Torcida e dirigentes exigem que o novo contratado consiga tornar a equipe regular e aguerrida, características ausentes na temporada passada.

Ao contrário de seus principais rivais, o São Paulo não pode encarar a competição estadual como um laboratório, pois enfrenta um jejum de 15 anos sem um título no tradicional campeonato, maior período sem conquistas em sua história.

Mas ao mesmo tempo Crespo deve iniciar frente ao Botafogo um novo momento, com alterações na equipe. Sem dinheiro para contar com reforços de peso, como revelou nesta semana o coordenador Muricy Ramalho, o novo treinador deverá apostar em jovens talentos, que deverão ter oportunidades com mais frequência no time titular. Wellington e Galeano estão cotados para entrarem em campo já neste domingo.

Taticamente, o time deverá enfrentar o Botafogo no sistema 3-5-2, utilizado com sucesso na vitória de quinta-feira contra o Flamengo pela última rodada do Campeonato Brasileiro. Desta forma, Daniel Alves poderá entrar na ala direita na vaga de Juanfran, que não teve o seu contrato renovado.

No Botafogo, a intenção é não repetir o desespero do ano passado, quando escapou do rebaixamento para a Série A2 apenas na última rodada. Rebaixado à Série C do Campeonato Brasileiro, o elenco sofreu muitas mudanças. No provável time da estreia, os únicos remanescentes deverão ser o goleiro Igor Bohn, o lateral-esquerdo Martineli e o volante Victor Bolt.

Entre as 16 contratações, o nome mais conhecido é o do atacante Rafael Marques, ex-Palmeiras e Botafogo. Ele, porém, não vai estar em campo na estreia por ser uma contratação internacional. A janela só abre no início de março.

Outra novidade vai estar no banco de reservas. Assim que o rebaixamento na Série B foi decretado, a diretoria tricolor anunciou a contratação de Alexandre Gallo, que assistiu aos últimos jogos e iniciou o planejamento para 2021.

Fonte: Noticias ao Minuto

Inglês no Enem é obstáculo entre aluno de escola pública e a faculdade

SÃO PAULO, SP, E BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Estudantes de escolas públicas têm desempenho médio abaixo do das particulares no Enem, principal porta de entrada para o ensino superior. É na prova de inglês, porém, que os alunos da rede estatal enfrentam maior dificuldade em relação à rede privada.


Análise feita pela Folha em todas as questões aplicadas no Enem entre 2010 e 2019 mapeou aquelas em que os estudantes da rede pública erraram de forma desproporcional: 18 das 50 perguntas de inglês no período tiveram viés estatístico alto e moderado contra a rede pública.


Inglês representou 46% dessas questões que mais prejudicaram a rede pública sob essa metodologia, apesar de somar apenas 3% do exame total.


Esse viés é verificado ao se comparar estudantes das duas redes, com habilidades (desempenhos) semelhantes; identificados esses grupos, analisam-se quais questões os alunos da escola pública erraram de forma desproporcional.


Dito de outra forma, alunos de bom desempenho nas redes pública e particular têm notas semelhantes, por exemplo, em matemática. Mas não em inglês.


O sistema público concentra 88% das matrículas do ensino médio, atendendo em geral a população mais pobre.


Para se definir o viés das questões, a Folha considerou limiares estatísticos utilizados pela ETS, instituição americana que aplica o exame de certificação Toefl e avaliações de larga escala para o ensino básico nos Estados Unidos.


A prova de inglês prejudica o desempenho geral dos estudantes da rede pública no Enem. Usando a mesma metodologia utilizada no exame (TRI), a reportagem simulou a retirada da matéria na prova. Estudantes da escola pública subiriam em média 11 mil posições em 2019, num universo de 900 mil estudantes analisados.


A faixa em que haveria mais ganho de posições seria entre os alunos do sistema estatal que pontuaram entre 450 e 600 pontos (a maior nota da prova foi 802).


Os estudantes com melhor desempenho, apesar de ganharem menos posições, foram igualmente prejudicados por esse viés, pois na faixa acima dos 600 pontos em geral se disputam vagas mais concorridas no ensino superior; poucos pontos são suficientes para classificar o candidato ou não.


A prova de inglês prejudica o desempenho geral dos estudantes da rede pública no Enem. Usando a mesma metodologia utilizada no exame (TRI), a reportagem simulou a retirada da matéria na prova. Estudantes da escola pública subiriam em média 11 mil posições em 2019, num universo de 900 mil estudantes analisados.


A faixa em que haveria mais ganho de posições seria entre os alunos do sistema estatal que pontuaram entre 450 e 600 pontos (a maior nota da prova foi 802).


Os estudantes com melhor desempenho, apesar de ganharem menos posições, foram igualmente prejudicados por esse viés, pois na faixa acima dos 600 pontos em geral se disputam vagas mais concorridas no ensino superior; poucos pontos são suficientes para classificar o candidato ou não.


Um atenuante no sistema superior público é que há cotas em boa parte das instituições (ou seja, alunos do ensino médio público disputam entre si).


O Enem também é usado como critério para permitir o estudante ingressar no ensino superior por meio do Prouni (bolsas em universidades privadas) e Fies (financiamento estudantil).


Inglês e português são considerados no mesmo bloco de questões de Linguagens no Enem. A metodologia do exame busca identificar chutes, ou seja, erros e acertos inesperados de acordo com o perfil do candidato dentro de cada área.


Assim, um bom aluno da escola pública que foi bem em português, mas errou consideradas fáceis em inglês, terá sua nota rebaixada, pois não se esperava que ele errasse tantas questões nessa área.


O pesquisador Ricardo Primi​, especialista em avaliação e psicometria, afirma que esse volume desproporcional de erros presentes para uma determinada população é algo que avaliações de larga escala deveriam buscar evitar (efeito chamado de Funcionamento Diferencial do Item).


"O inglês é uma língua que depende muito da oportunidade [fora do ensino regular] de ter aprendido aquilo, é de fato uma dimensão diferente", diz ele, que é professor da Universidade São Francisco. "Não dá para dizer que todo mundo que sabe muito bem português sabe inglês. Mas quando é colocado na mesma prova, assume-se que sim."


O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), responsável pelo exame, informou que não tem análise específica sobre o impacto do inglês para alunos das redes oficiais. O MEC (Ministério da Educação) não respondeu à Folha.


Não há informações oficiais sobre o conhecimento dos brasileiros em inglês. Pesquisa do British Council de 2013 indicou que 5% da população com mais de 16 anos afirmou ter algum conhecimento da língua. O percentual chegou a 10% no grupo de jovens de 18 a 24 anos.


Outro levantamento da EF Education First, empresa de educação especializada em intercâmbio, coloca o Brasil entre os países com baixa proficiência. Na 53ª posição no ranking de 2020, entre 100 regiões e países analisados, o Brasil ficou atrás de Argentina, Paraguai, Bolívia e Cuba.


É LEI
A LDB (Lei de Diretrizes e Bases) da Educação preconizava desde 1996 a oferta de ao menos uma língua estrangeira a partir dos anos finais do ensino fundamental. Não definia o inglês como obrigatório, mas este sempre foi o mais comum.


Desde 2017 o ensino do idioma se tornou obrigatório a partir do 6º ano do ensino fundamental. Apesar disso, a realidade nas escolas acumula grandes dificuldades.


A inadequação de formação dos professores que lecionam língua estrangeira é a maior no ensino fundamental entre todas as disciplinas, segundo dados do MEC. No ensino médio, mais da metade dos docentes de língua estrangeira não tem formação na área -o indicador só é pior em sociologia.


Somente com a Base Nacional Comum Curricular, aprovada em 2018 e em processo de implementação, é que se avançou para definir o que se espera que seja ensinado. O documento também busca maior foco nas habilidades de uso do idioma.


O estudante Kaique dos Santos, 19, mora no Capão Redondo, zona sul da capital paulista, e sempre estudou em escola pública. Ele não tem boas memórias com relação ao inglês.


"As aulas eram bem precárias. Muitas vezes nem tinha professor, e quando tinha a professora passava um exercício e era isso, acabou o trabalho", diz ele, que busca uma vaga em engenharia e se matriculou no Cursinho da Poli para se preparar melhor.


"Eu não tenho grande dificuldade porque sempre me interessei pela tradução de música, anoto as palavras que me interesso. Acho que fui bem nesse Enem, mas pra quem não tem celular e acesso fica mais difícil."


VERBO TO BE
Se o trabalho de inglês nas escolas fosse articulado com outras disciplinas, bons resultados viriam com mais facilidade, avalia a professora Ana Gilda Leocadio, 50, com quase três décadas de carreira na rede pública e privada.


Leocadio leciona hoje na rede municipal de São Paulo e tem experiências com ensino médio e educação de jovens e adultos, com atuação sobretudo na periferia de São Paulo.


"A gente precisa analisar o que se espera da educação pública em língua estrangeira, que é muito pouco, e não se espera que um aluno que esteja na periferia saiba inglês. Quando os alunos chegam no ensino médio, falam 'professora, de novo 'verbo to be'", diz.


Ela cita como problemas falta de materiais específicos, quantidade de alunos por sala e o próprio desprestígio da disciplina na escola. Mas o aprendizado é possível, diz ela, com planejamento e envolvimento profundo na realidade escolar.


"É um trabalho para durar mais de três anos com a mesma turma, precisa reconhecer a comunidade escolar, o entorno, e daí vão surgindo assuntos que têm a ver eles."


Ela representa um perfil incomum entre docentes de inglês: tem formação específica na área, longos vínculos com a mesma escola e é negra.


"Trabalhei em Grajaú e Parelheiros [zona sul de São Paulo]. Quando chegava na sala e dizia 'Hello, my name is Ana', era um 'noooossa'. Puro status! Porque não se espera que uma mulher negra seja professora de inglês, mas os alunos se veem representados em mim e acreditam mais que é possível."


Estudo do British Council sobre políticas públicas para o ensino do inglês, de 2019, fez um mapeamento dessa oferta no Brasil evidenciando aspectos que incluem deficiências no currículo, no perfil e na formação dos professores.


A partir de dados oficiais, a pesquisa mostra que quase quatro em cada dez docentes da matéria são temporários.


"O inglês é um marcador social", diz Cíntia Toth Gonçalves, gerente sênior para o inglês do British Council, organização internacional do Reino Unido. "Persiste até hoje no Brasil a noção de que não se aprende inglês na escola, e isso ocorre na rede privada também, como se curso de idioma fosse o ambiente propício para isso", diz.


O British Council tem um observatório que reúne informações sobre o tema e tem ações, em parceria com outras instituições, com impacto nas escolas e na formação de docentes.


"Com aprovação da Base, a língua inglesa entra com a prioridade na comunicação dos alunos. É a ideia de o inglês ser uma língua franca, de comunicação no mundo", diz Gonçalves.


O professor da USP Ivan Siqueira, membro do CNE (Conselho Nacional de Educação), diz que a Base Curricular é um passo importante para a melhoria do ensino no país.


"A Base não resolve tudo, mas com a delimitação de competências e habilidades temos agora uma bússola."


Siqueira explica que países como Chile, Colômbia e Espanha colheram frutos a longo prazo depois de adotarem programas estruturados para o ensino da língua. A Espanha, por exemplo, iniciou em 1996 uma política com foco na melhoria do idioma já a partir da educação infantil.


"Políticas que deram certo envolvem currículo, material didático, formação de professores, mas têm de durar. Não dá para fazer programas de um mês ou um ano, não vai ter resultado."


ESPANHOL
No Enem, o estudante pode escolher entre inglês e espanhol como língua estrangeira. Os dados indicam que tanto na rede pública quanto na particular boa parte dos estudantes não tem conhecimento adequado de nenhuma das duas, mas opta pelo espanhol por entender que pode se sair melhor. O resultado, porém, não é bom.


Se divididos os candidatos em quatro grupos (rede particular que optaram por inglês, pública em inglês, particular em espanhol e pública em espanhol), a média de acertos é maior nos dois grupos que elegeram o inglês.


No sistema público, 50% dos estudantes optaram por inglês no último exame analisado (2019); na particular, perto de 70%.


METODOLOGIA
As análises foram feitas considerando os alunos concluintes do ensino médio regular que tinham informação sobre suas escolas nos microdados.


Verificação de um viés em cada item foi feita para cidades com mais de mil alunos, de escolas públicas e privadas, utilizando o teste de Mantel-Haenszel, que mede a diferença na porcentagem de acertos entre alunos com notas próximas dos dois grupos.


As medidas nacionais apresentadas são médias ponderadas pela quantidade de alunos de cada cidade. A classificação do efeito do viés como negligente, médio e grande foi feita de acordo com a classificação proposta pela Educational Testing Service, empresa americana sem fins lucrativos de avaliação educacional responsável por testes como Toefl.

Fonte: Noticias ao Minuto

Sem 19 jogadores, Santos estreia no Paulistão cheio de jovens, a aposta para 2021

Em grave crise financeira e ainda sem nem poder registrar reforços, o Santos vai iniciar a temporada 2021 ampliando a aposta que deverá ser a tônica do ano: os jovens das divisões de base. Com 19 desfalques, restará ao interino Marcelo Fernandes escalá-los diante do Santo André, às 19 horas deste domingo, no Canindé, pela primeira rodada do Campeonato Paulista, em jogo que servirá para observações do técnico recém-contratado Ariel Holan.

Apesar das turbulências fora do campo, o Santos terminou a última temporada com um saldo positivo: foi finalista da Copa Libertadores e disputará o torneio novamente após ser o oitavo colocado no Brasileirão. O desafio agora está em ser novamente competitivo em um cenário de corte de gastos, ampliação da aposta de jovens e sem previsão de chegada de reforços mesmo após a saída do zagueiro Lucas Veríssimo e do volante Diego Pituca, negociados com clubes do exterior.

Os testes para a temporada já começaram na última quinta-feira, quando com só dois titulares - João Paulo e Sandry - e nove jogadores formados na base, o Santos perdeu para o Bahia por 2 a 0, na Fonte Nova. Foi derrotado, mas ao menos dois jovens chamaram a atenção: Vinícius Balieiro, no meio-campo, e Ângelo, de apenas 16 anos, no ataque. São algumas das esperança do Santos de renovar o seu time titular com jovens das divisões de base, como aconteceu em 2020, com João Paulo, Sandry, Lucas Braga e Kaio Jorge conquistando espaço e terminando a temporada como titulares.

"São garotos de personalidade. Isso é muito bom para o clube, que passa por momento muito sério financeiro. Essa molecada tem futuro brilhante. Valem ouro. O Santos está bem servido. O Ariel vai ter um grande grupo na mão para trabalhar. Está sendo tudo programado. Logicamente, ele vai usar", disse Marcelo Fernandes.

Os testes serão reforçados contra o Santo André porque os goleiros João Paulo e John, o zagueiro Luiz Felipe e o volante Sandry também ganharam descanso após o fim da temporada. E ampliam a lista de desfalques, pois Pará, Luan Peres, Felipe Jonatan, Alison, Lucas Braga e Soteldo também foram colocados de recesso, Marinho contraiu o novo coronavírus, Laércio, Madson, Kaio Jorge, Jobson, Carlos Sánchez e Raniel estão lesionados e Marcos Leonardo e Renyer treinam com a seleção brasileira sub-18.

O jogo com o Santo André será, assim, um teste para vários suplentes, com Holan avaliando quais poderá aproveitar na sua passagem pelo Santos. Um cenário que deverá se repetir no confronto da segunda rodada, com a Ferroviária, na próxima quarta-feira, na Vila Belmiro.

Os titulares, afinal, só deverão estar de volta no confronto seguinte, com o São Paulo, em 6 de março, quando Holan já deverá estar no banco de reservas. É o duelo que vai anteceder a estreia do Santos na Libertadores, dia 9, contra o Deportivo Lara, em casa.

Um dos destaques do Paulista da temporada passada, quando liderou a disputa até a paralisação por conta da pandemia, o Santo André espera repetir o bom desempenho, mas não poderá atuar na estreia no seu estádio, o Bruno José Daniel, que está em processo de troca do gramado, para o sintético. O fato preocupa o técnico Paulo Roberto Santos, que projeta uma dificuldade ainda maior na atual temporada. O campo serviu de hospital de campanha no ano passado na crise da covid-19.

"Existe uma possibilidade da gente não fazer nenhum jogo em casa. Com isso, a dificuldade aumenta. Já é complicado jogar sem torcida, em outro estádio é ainda mais. Mas a expectativa é boa, até pela campanha do ano passado. Apesar disso, temos os pés no chão. Nosso objetivo é a permanência", disse o treinador.

Para o duelo, o técnico terá reforços importantes, como o atacante Tiago Marques, recém-contratado junto à Ferroviária. Na preparação o treinador demonstrou ter uma dúvida entre Vitinho Schimith e Paulo Roberto. Na temporada passada, o Santo André caiu nas quartas de final diante do Palmeiras ao perder por 2 a 0. Durante a pandemia, a equipe perdeu dez jogadores, o que foi fundamental para a eliminação.

Fonte: Noticias ao Minuto

Hoje é Dia: Mamonas Assassinas e Open Data Day são destaques da semana

A semana da “virada” entre os mesesde fevereiroe março de 2021 é marcada por episódios tristes, aniversários e celebrações.

No dia 2, a morte dos cinco integrantes do grupo Mamonas Assassinas completa 25 anos. Em 1996, um acidente aéreo culminou na morte de novetripulantes de um avião de pequeno porte. Na época, a jornalista Alda Almeida gravou uma crônica sobre a tragédia. Em 2016, o quadro ORádio Faz História, do programa Todas as Vozes, exibiu a homenagem mais uma vez. No mesmo ano, o Repórter Brasil relembrou o episódio:

A semana também é marcada por nascimentos. No dia 5, o nascimento da filósofa Rosa de Luxemburgo completa 150 anos. No dia anterior (4), o jogador de futebol Dadá Maravilha completa 75 anos. Dadá já foi entrevistado algumas vezes por veículos da EBC (confira aqui e aqui)e teve um episódio (o de corte na Copa do Mundo de 1970) relembrado no quadro O Rádio Faz História.

Datas marcantes da história também são rememoradas nos próximos dias. No dia 28 de fevereiro, o fim da Guerra do Golfo completa 30 anos. Já no dia 6 de março, é celebrado o Open Data Day. Na data, grupos debatem o ato de acessar, utilizar, modificar e compartilhar dados e demonstram a importância de se ter dados abertos disponibilizados por governos.

- Fim da Guerra do Golfo (30 anos)

- Criada a Província de São Paulo (200 anos)

- Nascimento do compositor, produtor musical, músico e cantor pernambucano Paulo Debétio (75 anos)

- Nascimento do rapper, compositor, beatmaker e skatista paulista Marcus Vinicius Andrade e Silva, mais conhecido pelo nome artístico Kamau (45 anos)

- Antoine Henri Becquerel descobre a radioatividade (125 anos)

- Inauguração da Estação da Luz (120 anos)

- Nascimento do estadista e político russo Mikhail Gorbatchov (90 anos)

- Morte do músico, cantor, ator, diretor, pintor, poeta e compositor francês Serge Gainsbourg (30 anos)

- Morte da jornalista, médium, parapsicóloga e artista plástica paulista Elsie Dubugras (15 anos) - durante 33 anos foi editora especial da Revista Planeta, e apresentou ao mundo o trabalho do médium brasileiro Luiz Antonio Gasparetto

- Nascimento do instrumentista paulista Amilton Godói (80 anos) - integrante do Zimbro Trio

- Acidente aéreo com o jato Learjet 25D prefixo PT-LSD, que culminou na morte de novetripulantes, incluindo todos os integrantes do grupo musical Mamonas Assassinas (25 anos)

- Dia Internacional do Cuidado Auditivo

- Dia Mundial da Vida Selvagem – data instituída pela ONU

- Morte da escritora, roteirista e cineasta francesa Marguerite Donnadieu, a Marguerite Duras (25 anos)

- Morte do acordeonista, compositor e produtor musical paraibano José Abdias de Farias (30 anos)

- Nascimento do cantor e compositor mineiro Vanderli Catarina, conhecido pelo nome artístico Vander Lee (55 anos)

- Tombamento estadual da Basílica de Santa Luzia do Rio das Velhas, em Santa Luzia (45 anos)

- Nascimento do futebolista fluminense Dario José dos Santos, o Dadá Maravilha (75 anos)

- Nascimento da cantora potiguar Ademilde Fonseca Delfino (100 anos)

- Nascimento do compositor, letrista, músico, professor, produtor musical, pesquisador, locutor, escritor e maestro paulista Edgard Barbosa Poças (75 anos)

- Morte da cantora lírica paulista Constantina Araújo (55 anos)

- Nascimento do escritor, jornalista e roteirista amazonense Márcio Souza, conhecido por Mad Maria (75 anos)

- Nascimento do banqueiro, historiador e escritor pernambucano Fernando Pio dos Santos (115 anos)

- Começam a retornar as imagens do Cometa Halley e as primeiras imagens do seu núcleo feitas pela sonda espacial soviética Vega 1 (35 anos)

- Lançamento do programa dedicado ao chorinho Época de Ouro, na Rádio Nacional (16 anos)

- Dia Nacional da Música Clássica

- Nascimento do cantor e compositor fluminense Abílio Lessa (95 anos)

- Nascimento da filósofa polonesa Rosa Luxemburgo (150 anos)

- Lançado o primeiro álbum póstumo de Jimi Hendrix: The Cry of Love (50 anos)

- Winston Churchill utiliza pela primeira vez a expressão cortina de ferro, no seu discurso na Universidade Westminster em Fulton, Missouri, nos Estados Unidos (75 anos)

- Morte do cantor, compositor e pintor fluminense Mario Telles (20 anos)

- Nascimento do guitarrista, baixista, saxofonista, compositor e cantor britânico David Jon Gilmour (75 anos) - vocalista da banda inglesa Pink Floyd

- Morte do sociólogo, professor e jornalista paulista Perseu Abramo (25 anos)

- Morte do engenheiro e político paulista Mário Covas Júnior (20 anos)

- Nascimento do animador e diretor de cinema paulista Alê Abreu (50 anos) - dirigiu, entre outros, Garoto Cósmico e O Menino e o Mundo, tendo este sido indicado ao Oscar de melhor filme de animação

- Open Data Day (data móvel) - o Open Data Day é uma comemoração anual sobre dados abertos realizada em diversas instituições no mundo, através do qual grupos de todo o mundo criam eventos locais para celebrar e debater a importância de acessar, utilizar, modificar e compartilhar dados para qualquer finalidade. É uma oportunidade de mostrar os benefícios dos dados abertos e incentivar a adoção de políticas de dados abertos em governos, em empresas e na sociedade civil

Fonte: Noticias ao Minuto

Conselho vota pelo fim da obrigação de ficar em pé no hino para times dos EUA

O Conselho da Federação de Futebol dos Estados Unidos (USSoccer, na sigla em inglês) decidiu, neste sábado, pelo fim da obrigatoriedade a atletas de permanecerem em pé durante o hino do país em partidas em que estejam representando a entidade. A norma, que valia desde 2017, dizia que jogadores de futebol deviam "ficar de pé respeitosamente" durante a execução do mesmo.

A votação para revogar o então Decreto 604-1 teve 71,34%. A obrigatoriedade imposta aos jogadores americanos já havia sido alvo de discussão antes. Em junho de 2020, esta norma foi revogada por um conselho de diretores da federação. Porém, para concretizar este cancelamento, ainda era preciso do plebiscito do Conselho de eleitores de todo os Estados Unidos, que inclui jovens, adultos amadores e constituintes profissionais, assim como o conselho de atletas.

Originalmente, a medida foi tomada em resposta a Megan Rapinoe, jogadora da seleção feminina americana de futebol. Ela se ajoelhou durante o hino nacional em 2016 antes de uma partida contra a Tailândia. O ato ocorreu em apoio a Colin Kaepernick, quarterback que se abaixou durante um jogo da NFL (futebol americano) em protesto à desigualdade racial. A própria Rapinoe já se ajoelhou diversas vezes defendendo o Seattle Reign, hoje conhecido como OL Reign. Desde que o decreto entrou em vigor, a atleta disse que iria respeitá-lo e assim o fez.

No entanto, em maio de 2020, a morte de George Floyd, um homem negro, pelas mãos de um policial branco, gerou uma série de protestos nos Estados Unidos e no mundo todo, reacendendo as bandeiras levantadas por Kaepernick e Rapinoe. Diversas personalidades do esporte e de outros segmentos adotaram o "símbolo" de se ajoelhar - incluindo policiais - o que levou a federação a reconsiderar a sua regra.

A reunião deste sábado, feita virtualmente devido à pandemia do novo coronavírus, contou com mais representantes do que qualquer outra da agenda. A maioria dos comentários foram contrários ao decreto anteriormente estabelecido.

Fonte: Noticias ao Minuto

Ex-presidente reemerge para tentar mostrar que tem força

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Após cinco semanas submerso em uma rotina que revezou algumas partidas de golfe com incontáveis horas em frente à TV, Donald Trump decidiu retomar suas atividades políticas, em um roteiro pavimentado por vingança e teorias conspiratórias. Antes de tomar a decisão sobre ser candidato em 2024, o ex-presidente precisa mostrar que seguirá no comando do Partido Republicano e da extrema direita dos EUA.


O palco de reestreia será a Cpac, sigla em inglês para Conferência de Ação Política Conservadora, onde Trump fará neste domingo (28) o discurso de encerramento do maior evento anual da direita americana.


Faz uma década que o republicano falou pela primeira vez na Cpac e, agora, em seu primeiro discurso público desde 6 de janeiro, quando seus apoiadores invadiram o Capitólio, pretende usar o espaço para renovar sua narrativa falsa de fraude eleitoral e ataques a quem considera inimigo.


O líder mais controverso da história dos EUA quer demonstrar força diante da plateia cativa, cristalizando a ideia de que, mesmo banido do Twitter e fora do Salão Oval, ainda controla grande parte da base republicana.


A estratégia é observar –e impulsionar– o desempenho de aliados nas eleições legislativas e para governos estaduais no ano que vem, como forma de medir o poder do trumpismo e fazer um cálculo mais certeiro sobre sua própria candidatura à Casa Branca. Mas, antes disso, pretende fomentar seus eleitores e dar argumentos para que eles sigam pregando suas ideologias radicalizadas e teses mentirosas sobre a vitória de Joe Biden.


Diante da plateia na Cpac, Trump deve vestir seu habitual figurino agressivo e recorrer à temática que o levou ao poder em 2016, colocando-se como o líder que vai lutar contra o establishment. A ofensiva, dizem aliados, é para atingir a oposição tanto fora como dentro do Partido Republicano.


O ex-presidente trata como traidores republicanos que votaram a favor de seu impeachment neste ano no Congresso –muitos deles já foram punidos com retaliações da sigla nos estados, mas Trump seguirá medindo forças, como é de seu feitio.


Trump entrou em embate público com o líder do partido no Senado, Mitch McConnell, que votou por sua absolvição e, depois do veredito, justificou sua posição dizendo que o ex-presidente era responsável por provocar a invasão do Capitólio, mas não via respaldo constitucional para seu impedimento fora do cargo.


Apesar de absolvido, Trump promete vingança. A partir desta semana, inicia série de reuniões para traçar seus próximos movimentos políticos e fazer uma seleção dos candidatos alinhados à sua ideologia e que estão dispostos a atacar os que o querem mais distante da sigla.


Segundo o site Politico, o ex-presidente já recebeu seu ex-chefe de campanha Brad Parscale para discutir propostas de financiamento online e como usar as redes sociais apesar de seu banimento de Facebook e Twitter. Além disso, teve conversas com seu filho mais velho, Donald Jr., considerado um dos herdeiros políticos, e com o líder da minoria na Câmara, o deputado Steve Scalise.


A partir de agora, a ideia é criar um calendário formal para que os candidatos que queiram o apoio de Trump sejam recebidos pelo ex-presidente e sacramentem seu comprometimento com o trumpismo. Ele já expressou suporte a dois de seus mais leais aliados, a presidente do Partido Republicano no Arizona, Kelli Ward, que deve concorrer ao governo do estado, e a ex-secretária de imprensa da Casa Branca Sarah Sanders, que já anunciou que vai disputar o governo no Arkansas em 2022.


Esses e outros nomes receberão dinheiro de uma espécie de fundo de campanha de Trump, que conta com milhões de dólares em caixa e um banco com dados de milhões de americanos –Trump teve 74 milhões de votos na eleição do ano passado, mais de 10 milhões a mais do que em 2016.


Muitos desses eleitores estarão na plateia do encerramento da Cpac. Trump deve argumentar que muitas de suas previsões sobre o governo Biden já se tornaram realidade e se ancorar na tese de que quem o ataca está atacando a base republicana, alimentando o sentimento de ódio de seus apoiadores. Mesmo que ainda não tenha decidido se vai ou não concorrer em 2024, Trump quer se manter como a principal referência republicana e evitar que outro nome da sigla ganhe tração política nos próximos anos.


Criada em 1973, a Cpac era um guarda-chuva mais amplo para a direita dos EUA, mas se radicalizou ao trumpismo, assim como o Partido Republicano. Por mais que existam republicanos de perfil moderado, pesquisas mostram que grande parte dos eleitores da sigla ainda se escora na imagem e no discurso do ex-presidente –e a maioria dos parlamentares não quer arriscar perder essa fatia com eleições legislativas no ano que vem.


Os republicanos têm controle do Executivo e Legislativo em 24 dos 50 estados americanos, e alguns analistas já preveem que a legenda pode retomar a maioria da Câmara em 2022 –hoje nas mãos dos democratas por uma margem pequena, 221 a 211 deputados. Trump sabe que não precisa do establishment partidário para se lançar candidato em 2024, mas precisa dar capilaridade ao trumpismo e manter a base sob sua influência até lá.


O imprevisível Trump pode, inclusive, não concorrer de novo à Casa Branca, mas manter viva a possibilidade –ou ameaça– de que sua candidatura é garantia de que, pelo menos por enquanto, ele estará onde mais gosta: no centro das atenções.

Fonte: Noticias ao Minuto

Contusões impedem Mancini de escalar Corinthians 'ideal' em Bragança Paulista

Depois da temporada 2020 sem expressão, encerrada com o fraco desempenho no Campeonato Brasileiro, com o 12º lugar na classificação, o Corinthians inicia a disputa do Campeonato Paulista, às 18 horas deste domingo, em Bragança Paulista, diante do Red Bull Bragantino, com desfalques que impedem o técnico Vagner Mancini de escalar o seu time "ideal".

Um dos ausentes é o lateral-direito Fagner, um dos líderes do elenco. O defensor sofre com um estiramento no músculo adutor da coxa direita. O outro é o meia-atacante Luan, contratado do Grêmio há 14 meses e que ainda não justificou o alto investimento de 5 milhões de euros por 50% dos direitos econômicos ao atleta, apontado como o melhor jogador da Copa Libertadores de 2017. Ele tem dores no músculo adutor da perna direita.

Em compensação, Mancini teve uma boa notícia no treino desta sexta-feira com a participação do atacante Gustavo Mosquito, que fez exercícios no gramado e aparentou estar recuperado da pancada no joelho direito sofrida na partida contra o Vasco.

Ausente do duelo com o Internacional na quinta-feira por causa de dores no músculo posterior da coxa direita, o volante Gabriel treinou normalmente nesta sexta-feira e também poderá enfrentar o Bragantino.

Finalista nas últimas quatro edições do Paulistão, com um tricampeonato em 2017/208/2019, o Corinthians tenta atingir a marca história de cinco finais consecutivas, algo só superado pelo Santos, ao chegar em oito decisões (2009 a 2016). O time de Parque São Jorge é o maior vencedor do Estadual, com 30 taças.

BRAGANTINO - O técnico Maurício Barbieri não deu pistas de quem colocará em campo. A tendência é que dê folga para os jogadores mais desgastados, a exemplo do meia Claudinho. A partida pode servir para o Bragantino testar algumas peças como Hurtado e Leandrinho, além de escalar o experiente goleiro Júlio César.

A escalação, no entanto, ficou para minutos antes de a bola rolar. O lateral-esquerdo Luan Cândido e o atacante Helinho devem seguir de fora, pois estão tratando suas respectivas lesões. Bruno Tubarão ainda se recupera de uma fratura no tornozelo.

No Brasileirão, o Bragantino terminou na frente do Corinthians. O time do interior ficou em décimo, com 53 pontos, contra 51 da equipe de Parque São Jorge. No Paulistão de 2020, o time de Bragança Paulista caiu diante do próprio Corinthians, nas quartas de final, com derrota por 2 a 0.

Fonte: Noticias ao Minuto

No Pacaembu, idosos ficam até 6h em fila do drive-thru

Desde às 6 horas deste sábado, 27, uma fila quilométrica de carros ao redor da Praça Charles Miller (Estádio do Pacaembu) provocou um congestionamento incomum, com reflexos que foram sentidos desde a saída do túnel da Avenida Rebouças, Cardoso de Almeida e a região do hospital das Clínicas. Foi o primeiro dia de vacinação para os idosos entre 80 e 84 anos. À tarde, a espera na fila chegou a seis horas.

Em razão da grande procura da população para a vacinação, a Secretaria Municipal da Saúde estendeu o horário de funcionamento dos drive-thrus até as 19h de ontem e anunciou a abertura dos pontos também hoje.

Alguns motoristas relataram discussões e tentativas de furar a fila entre os mais exaltados. Idosos que se dirigiram ao posto a pé não foram vacinados - o atendimento foi só drive thru.

Antes de chegar em um dos nove pontos de vacinação (3 na praça e outros 6 já na entrada do estádio), os carros passavam por uma triagem, onde os idosos confirmavam seus registros de vacinação ou eram registrados. Alguns motoristas, estressados pelo tempo de espera, consideraram o número de pontos de vacinação insuficientes.

"Acho um absurdo uma cidade como São Paulo ter só cinco drive-thrus e poucas tendas para triagem. Estamos há mais de seis horas na fila, sem comer nem ir ao banheiro", reclamou a pedagoga Ana Miller, de 61 anos, que levava a mãe, a musicista Maria Cecília, de 81 anos, para ser imunizada. "Viemos no primeiro dia porque ficamos com medo de ficar sem a vacina."

Otimismo

Na maioria dos carros, a irritação pelo tempo de espera e pelo trânsito era substituído pelo otimismo. O casal Napoleone, por exemplo, não via a hora de sentir a agulha no braço. "Estou quase um ano sem sair de casa. Tudo o que quero é a vacina", disse Marceline Napoleone, 83 anos. "Essa espera vai valer a pena", contou Antônio Carlos Napoleone - os dois estão casados há 58 anos.

Quem desistiu do Pacaembu teve mais sorte em outros endereços de vacinação na capital. Na UBS Humaitá, na Bela Vista, o atendimento era quase imediato. "Nós passamos quase quatro horas no Pacaembu. Já estava passando mal. Aí tive a ideia de vir aqui na UBS. Levou um minuto", contou Leandra Antunes, 82 anos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Noticias ao Minuto

Confiante, Piqué garante que Barcelona está na briga pelo título do Espanhol

O zagueiro Gerard Piqué mandou um recado aos rivais do Campeonato Espanhol: o Barcelona está na briga. A equipe catalã conquistou uma impressionante vitória no sábado, fora de casa, diante do Sevilla. Com os três pontos conquistados, o time passa o Real Madrid, assume a vice-liderança e fica a dois do líder Atlético de Madrid.

A campanha do Barcelona registra uma reviravolta impressionante. O time do técnico holandês Ronald Koeman ficou marcado por crises dentro e fora de campo, pelo impasse de Lionel Messi e por estar 12 pontos longe da ponta do torneio nacional. Em dezembro, estacionou na sétima posição após derrota para o Cádiz. Desde então, são 15 jogos de invencibilidade, fazendo com que Piqué diga que o elenco está exalando confiança com a primeira vitória sobre um dos quatro primeiros colocados.

"O campeonato está aberto, é claro que está", disse Piqué após o triunfo por 2 a 0 sobre o Sevilla, que teve gols de Dembélé e Messi. O Barcelona tenta o seu quarto título nas últimas cinco temporadas. O Real Madrid é o atual vencedor da competição nacional. Nos últimos 10 anos, os catalães foram campeões em seis temporadas, os merengues duas vezes e o Atlético de Madrid apenas uma vez, em 2013/2014.

"Outros times já se recuperaram de situações mais difíceis no passado", analisou Piqué. "Apesar destes dois jogos recentemente (Cádiz e a goleada do Paris Saint-Germain, pela Liga dos Campeões da Europa), temos feito um bom 2021. Nós podemos estar confiantes", prosseguiu o zagueiro.

Confiança essa que é possível ver na própria fala de Piqué ao analisar o jogo contra o Sevilla. "Sevilla não teve sequer um chute ao gol contra nós ou sequer criaram uma chance clara. Esta não é a situação ideal, é claro, mas eu tenho fé no time", contou.

O Barcelona volta a entrar em campo contra o próprio Sevilla na próxima quarta-feira, desta vez pela semifinal da Copa do Rei. No jogo de ida, o time do técnico Julen Lopetegui levou a melhor por 2 a 0, em Sevilha. No Campeonato Espanhol, o Real Madrid joga na segunda contra a Real Sociedad e pode retomar a segunda colocação. O Atlético de Madrid tem compromisso contra o Villarreal neste domingo.

Fonte: Noticias ao Minuto

Notre Dame Intermédica e Hapvida chegam a acordo para combinação de negócios

A Hapvida e a Notre Dame Intermédica anunciaram na noite de sábado que chegaram a um acordo para a combinação de negócios. A operação prevê a incorporação das ações de Notre Dame pela Hapvida que criará uma das maiores provedoras de soluções de saúde verticalizadas no mundo.

De acordo com o documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), cada acionista da Notre Dame receberá 5,2490 ações ordinárias da Hapvida por papel da empresa, além do valor de R$ 6,45, o que resultará na empresa combinada em que acionistas da Hapvida passariam a deter 53,6% do capital social enquanto os da Intermédica vão ter 46,4%.

Ambas as empresas convocaram Assembleias Gerais Extraordinárias (AGEs) para o próximo dia 29 de março para deliberarem sobre o assunto, que dependerá de aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) caso seja aprovado.

Irlau Machado Filho, atual diretor presidente da Notre Dame, e Jorge Pinheiro, diretor presidente da Hapvida, atuarão como co-CEOs na nova empresa combinada. O Conselho de Administração será ampliado para, no mínimo, nove membros, sendo dois indicados pelo atual Conselho de Notre Dame, cinco pela Hapvida (incluindo o presidente do colegiado) e dois independentes.

Os custos estimados serão de aproximadamente R$ 116 milhões, os quais incluem custos com assessoria financeira, avaliações, assessoria jurídica e demais assessorias para implementação da operação, publicações e demais despesas relacionadas.

O BTG Pactual e o Itaú BBA atuaram como assessores financeiros da Hapvida e o JPMorgan e o Citi pela Notre Dame. O escritório Pinheiro Neto é o assessor legal da Hapvida; e Souza, Mello e Torres coordena pelo lado da Notre Dame, juntamente com Lefosse e Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga.

Fonte: Noticias ao Minuto

Único apostador da Mega-Sena leva prêmio de 49 milhões

Único apostador acertou o concurso 2.348 da Mega Sena e ganhou R$ R$ 49.341.885,20 milhões. O sorteio foi realizado neste sábado (27) em São Paulo. As dezenas sorteadas foram: 02 - 03- 07 - 48 - 51 - 54.

A Quina teve 107 apostas e cada ganhador teve prêmio de R$ 38.652,61. A Quadra teve 6.601 apostas e cada ganhador levou prêmio de R$ 895,06.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito.

Fonte: Noticias ao Minuto